Procurado pela Folha de São Paulo, SNA foi entrevistado através do nosso Assessor Jurídico, Dr Álvaro Quintão, sócio-diretor do escritório Quintão & Lencastre, que contextualizou porque lutamos pela redução para 5×2 e também da exaustiva carga horária.
Veja um recorte das falas do Dr Álvaro Quintão e confira no final, o link para a matéria completa, de autoria do jornalista Paulo Ricardo Martins, publicado em 30/05/2026:
Sindicatos da aviação defendem redução de jornada e criticam resistência das companhias.
Sindicatos de aeroviários (funcionários de companhias aéreas que trabalham em terra) e aeronautas (pilotos e comissários de bordo) defendem redução da jornada dos trabalhadores da aviação e reclamam da postura do setor em relação à PEC (proposta de emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1, aprovada na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27).
Álvaro Quintão, advogado do SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários), diz que a entidade quer a adoção da escala 5×2 para esses trabalhadores. A categoria inclui aqueles que trabalham em serviços como check-in, embarque e desembarque de bagagens, manutenções dos aviões, operações de equipamentos, controle de tráfego aéreo, entre outras funções.
Segundo o advogado, o SNA teve um avanço considerável na última negociação com as companhias aéreas. “Pela primeira vez as empresas não demonstraram uma rejeição muito forte à escala 5×2. Não aceitaram ainda, não incluíram na convenção, mas já não foram tão resistentes”, afirma.
No entanto, ele diz que, em paralelo, a categoria vê dificuldade para implantação da escala 5×1, homologada pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) em fevereiro após convenção coletiva. Nesse modelo, os aeroviários trabalham cinco dias consecutivos e folgam um, o que reduz o tempo contínuo de trabalho em comparação ao modelo mais comum (a escala 6×1). A mudança também garante mais folgas ao longo do mês.
A convenção, assinada junto ao SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias), determinou que a duração máxima do trabalho do aeroviário deve ser de 42 horas semanais. Ainda segundo o acordo, as empresas devem se esforçar para que os aeroviários em regime de escala de revezamento trabalhem em escala 5×1.
Quintão afirma que, apesar da negociação, algumas empresas continuaram a adotar a escala 6×1, reduzindo apenas a jornada diária.
“A convenção diz o seguinte: ‘olha, as empresas, na medida do possível, aplicarão uma escala 5×1’, mas nem isso é obrigatório ainda. E essa é uma reivindicação que os trabalhadores vêm fazendo. O grande problema para a aviação é a escala”, diz.
A proposta aprovada também coloca na Constituição a figura do empregado “hipersuficiente”, que é o trabalhador com diploma de nível superior e com salário acima de dois tetos e meio da Previdência, equivalente a R$ 21.888,88 hoje. Neste caso, o profissional não terá controle de jornada.
Confira a matéria completa no link:
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