Direção do SNA faz balanço sobre a Greve Geral, realizada em 28 de abril

por SINDICATO NACIONAL DOS AEROVIÁRIOS, 02/05/2017 às 22:43 em Artigos

Manifestações históricas. Avenidas centrais fechadas. Serviços não disponíveis. O 28 de abril, data da greve geral agendada pelas Centrais Sindicais de todo o país, deixou a sua marca. Uma marca diferente em casa estado, isso é fato. Em São Paulo, o transporte público parou. O Rio de Janeiro entrou em estado de alerta, após o fechamento da ponte Rio-Niterói e da Linha Vermelha. A única unanimidade parece ter sido a truculência policial.

Ato nos Aeroportos

A direção do SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários) realizou nesta data dois grandes atos, com o objetivo de fortalecer o movimento. Um em Brasília (DF), no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck, outro no Rio de Janeiro (RJ), no Aeroporto Santos Dumont. Além das bases do SNA, também foram realizados movimentos nos Aeroportos de Guarulhos (SP), Porto Alegre (RS) e Recife (PE).

Apesar de a mídia ter informado que as ações promovidas pelos Sindicatos filiados à FENTAC/CUT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil/ Central Única dos Trabalhadores) nos aeroportos não interferiram na programação dos voos, foram registrados uma série de atrasos e cancelamentos. A mídia hegemônica, aliás, como sempre fez o seu papel de denegrir e desmerecer o movimento sindical.

No caso do SNA, foi veiculada a falsa notícia de que manifestantes teriam agredido passageiros e funcionários que não queriam aderir ao movimento, no Aeroporto Santos Dumont. A informação foi divulgada com base em um vídeo que demonstra uma briga em que dirigentes sindicais tentavam se defender da agressão iniciada por motoristas de táxi. Esses profissionais não apoiavam o movimento, pois graças a ele o fluxo de passageiros nos carros diminuiu consideravelmente. O resultado foi filmado, mas teve uma repercussão inverídica e infeliz. 

Ainda assim, o SNA considera o movimento nacional como positivo, pois ele foi uma demonstração clara da insatisfação da sociedade civil em relação as reformas trabalhista e previdenciária, propostas pelo governo Michel Temer (PMDB). Infelizmente, o Estado se apropria de forma covarde de seus aparatos para coibir a reivindicação contra o retrocesso nas leis trabalhistas, como o uso de repressão policial. Ainda assim, trabalhadores e trabalhadores demonstraram que não será tão fácil calar as suas vozes. 

Veja, nos links abaixo, a cobertura do SNA nos movimentos em Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ)

SNA participa de ato na Cinelândia, no Rio de Janeiro (RJ)

SNA realiza ato no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro (RJ)

SNA realiza ato no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck, em Brasília (DF)

Declarações

Wadih Damous (PT), Deputado Federal

Sérgio Dias, Presidente da FENTAC/CUT

Luiz Pará, Presidente do SNA

Antônio Brito, Secretário Geral do SNA

Marcos José de Almeida, diretor do SNA

Texto: Cláudia Fonseca | Ag. Amora

Fotos: Cynthia Tomari | Ag. Amora e Direção do SNA       

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