Aeroportos da base do SNA aderem GREVE GERAL, realizada em 28 de abril

por SINDICATO NACIONAL DOS AEROVIÁRIOS, 25/04/2017 às 18:13 em Artigos

28 de abril de 2017. O dia tem potencial para entrar na história nacional. Nesta data, centrais sindicais se reúnem em uma greve geral para lutar contra a reforma previdenciária e trabalhista. A primeira, adia a aposentadoria e diminui benefícios. A segunda, tira direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, conquistados arduamente nas últimas décadas.  

Paralisação nos Aeroportos

O SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários), maior entidade representante da categoria no país, não poderia ficar de fora. Nesta data, dirigentes sindicais organizam paralisações nos Aeroportos de suas bases, com início no turno da manhã, sem horário previsto para término. 

A paralisação atende todos profissionais do Brasil, esta não é uma reivindicação exclusiva da categoria aeroviária. A retirada dos direitos trabalhistas, além das barreiras criadas para conquista da aposentadoria, são pautas de interesse nacional e não podem ser deixadas de lado. Por isso, dirigentes sindicais pedem a compreensão do público usuário.   

Greve geral acontece 100 anos após primeira greve no Brasil

A greve geral anunciada pelas Centrais Sindicais acontece em uma data simbólica. Cem anos antes, em julho de 1917, foi realizada a primeira greve geral no Brasil. O movimento, que teve foco no eixo Rio de Janeiro e São Paulo, foi realizado por operários e durou um mês.

Entre as reivindicações, o pagamento de 50% nas horas extras e proibição de trabalho para menores de 14 anos. As pautas não abordavam apenas tópicos que hoje fazem parte da CLT (Consolidação das Leis Trabalho), criada em 1 de maio de 1943. Também foi questionado o preço dos alimentos e aluguéis, que não tinham qualquer tipo de controle.  

Manifestação dia 15

Cem anos depois, a direção do SNA convoca a categoria à adesão deste movimento. Nenhuma entidade sindical promove greve se este não for o último recurso dentro de uma negociação. No dia 15 de março, central sindicais organizaram atos à nível nacional, porém, a aclamação pública não sensibilizou o governo. A tática agora é cruzar os braços, na esperança de que trabalhadores e trabalhadoras não sejam mais assombrados por um futuro nebuloso. 

Texto: Cláudia Fonseca | Ag. Amora
Ilustração: Erica Ribeiro | Ag. Amora
Contatos: (21) 98101-2828 | (21) 3128-0542
 
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